segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

UM HOMEM BOM QUE ESCUSAVA DE TER MORRIDO - II

Como disse o meu amigo A., com tanto filho da puta para morrer, porque raio tinha de morrer o António Sérgio?! Que merda.

2009.11.02

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Ó ZÉ MANEL...

A propósito das alegadas escutas ao PR por parte do Governo, e na sequência do episódio do email que o editor do Público, Luciano Alvarez, enviou ao correspondente da Madeira, Tolentino da Nóbrega, o director daquele jornal, José Manuel Fernandes, veio dizer que o jornal está sob escuta e que esta teria sido ordenada pelo Primeiro-Ministro, de quem depende o SIS, serviço que supostamente se encarrega de espiar o Público e que tal situação vem «confirmar as suspeitas do Presidente da República» de que estaria a ser vigiado pelo Governo.

Mais disse ainda JMF que não obstante não ter lido o email a informar que a iniciativa de tornar público o caso das escutas telefónicas feitas à Presidência da República teria partido de Cavaco Silva, a referida mensagem referia-se a uma “discussão natural entre um director, um jornalista e um editor”, mas que a outra parte “não corresponde ao seu conteúdo exacto”.

É caso para perguntar se não leu o email, como pode saber que parte do mesmo “não corresponde ao seu conteúdo exacto”...?
2009.09.18

segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

ORA NEM MAIS


O texto não é meu, foi o António Rodrigues, um bom amigo, ex-boavisteiro, quem o escreveu e não podia estar mais de acordo (enfim, tirando a parte do Simão e da Mónica...).

"Epa, não resisto a uma análise a quente do Dinamarca - 1, Portugal - 1.
Conclusão nº 1, e que para mim é mais ou menos uma novidade: O Carlos Queirós é paneleiro*.
(*) Entende-se neste contexto, um paneleiro como aquele que não tem tomates, que lhe falta coragem, não aquele que caga para dentro (a esse respeito não tenho, nem quero ter, informação para fazer esse tipo de juízo em relação ao mister Queirós).
Táctica do Queirós: os dinamarqueses estão habituados a marcações duras na defesa, logo vou jogar sem pontas de lanças, com 2 gajos a fazer a diagonais, e outros a vir de trás.
Tudo muito bem se:
1. os gajos que viessem de trás soubessem marcar golos (veja-se logo no 2º minuto, a jogada em que o Meireles aparece à entrada da pequena área, a bola vai ter com ele, ninguém sabe bem como, e ele nem rematou tal o deslumbre. Se fosse o leves**, parava a chicha e zás trás, petardo lá pa dentro).
(**) leves = aquele que resolve (quando o metem a jogar) = Liedson
2. os gajos que viessem fizessem as diagonais soubessem marcar golos (eu gosto do Simão, é bom homem, pai de família, vem de uma boa escola, mas foda-se, se ainda não aprendeu a marcar golos dentro da área à ponta de lança, não é agora.
Vai ser consensual o facto de termos feito uma grande primeira parte. O caralho! Quando Portugal começa a jogar bem, a criar muitas oportunidades, e não marca, começa logo a cheirar a merda. E o paneleiro do comentador da tvi*** vem dizer que a Dinamarca teria sorte se chegasse ao fim da primeira parte empatada. 30 segundos depois, uma batata lá dentro.
(***) Este, mesmo sem dados, tenho a certeza que mete as mudanças com o cú.
Eu gosto dos nórdicos. Temos a mania de dizer que são toscos, tal e tal. Epa, a lógica é: para ganhar um jogo é preciso marcar. Então antes de nos armarmos em putas, vamos aprender a correr, a centrar e a rematar.
E porque razão o sr. queirós tirou o Meireles e o Tiago? Epa, eu detesto brazucas. Tirasse o Pepe, caralho****.
(****) Classifica-se como brazuca qualquer nativo da nossa ex-colónia da América do Sul que, sendo convocado para jogar por Portugal, joga mal (O Pepe é brazuca, o Deco e o Liedson são tão ou mais portugueses que a Amália).
E não entendo o que é que os seleccionadores têm contra a Mónica*****?
Digam o que disserem, mas a Mónica já salvou Portugal inúmeras vezes. É forte psicologicamente, coisa rara nos nossos jogadores.
(*****) Nome comum de Nuno Gomes, esse grande homem, pai de família e também de uma grande escola.
Enfim, consola-me saber que as bestas dos dirigentes do benfica vão, mais cedo ou mais tarde, mandar Jesus, o exterminador, embora. Talvez aí arranjemos um bom seleccionador.
abraços de um ex-defensor de Carlos, o paneleiro Queirós
"

O QUE ANDAM AS FAZER AS EDITORAS NACIONAIS…?








2009.09.06

HILARIOUS BASTERDS


Não sou, nunca fui, um grande fã do Tarantino. Gosto bastante do ‘Reservoir Dogs’, acho o ‘Pulp fiction’ um bom filme, com óptimos diálogos e belíssima interpretações bem como uma excelente banda sonora, mas a filmografia dele depois disso não me enche de todo as medidas. São referências a mais, aos ‘black exploited movies’, aos filmes de artes marciais, aos filmes de terror de série B, aos anos 70, tudo coisas que me dizem pouco em termos de cinema.

Tenho, no entanto, de admitir que gostei imenso do último filme, ‘Inglorious Basterds’. Depois de ler não sei quantas críticas e alertado por pessoa que considero, lá fui, preparado para a interpretação livre da história de que o filme deita mão e para muita parvoíce. Foi, por isso, com surpresa que cheguei ao fim do filme agradavelmente surpreendido. Pese embora o pouco rigor histórico, que, aliás, não constituía sequer uma preocupação para o realizador (o que é de louvar, antes isso do que recriações manhosas à la ‘Valquiria’, em que o Tom Cruise faz um Stauffenberg tão credível como uma bola de futebol), o filme tem momentos absolutamente hilariantes. Registo os diálogos, óptimos (muito boa a conversa entre o ‘basterd’ inglês e o oficial das SS na taberna), as interpretações, quase todas soberbas (o Brad Pitt a fazer de italiano é genial) e o argumento, sólido, sem desfechos parvos e volte-faces idiotas, tão ao gosto do cinema americano. Gostei.

2009.09.06

quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

SÓ PODIA SER (AAAAAARGH, QUE NOJO, BEEUUUURK)!!!


in http://bolaseletras.blogs.sapo.pt/55939.html
(obrigado, pequenino, por mais esta pérola!)

2009.08.16

O JAMAICANO VOADOR


Harald Schmidt, Heike Dreschler, Ludmila Kratochvilova, Patrik Sjoberg, Javier Sottomayor, Daley Thompson, Serguey Bubka, Sebastian Coe, Michael Johnson, o Mamede e o Lopes e tantos outros. Desde puto que gosto à brava de ver atletismo e de seguir os campeonatos do mundo/jogos olímpicos com devoção. Tempos houve até em que sabia de cor os hinos nacionais e os recordes de algumas das provas, como os 100 metros ou os saltos à vara e em comprimento, só para não parecer demasiado esquisito. A este respeito, não podia, então, deixar de assinalar aquela que, em minha opinião, foi a prova de atletismo mais fantástica que já vi em toda a minha vida, a dos 100 metros, masculinos, que teve lugar neste Domingo. Com cinco atletas a correrem em menos de 10 segundos, o destaque não pode deixar de ir inteirinho para Usain Bolt, o jamaicano voador que correu aquela distância em 9,58s! Não só retirou 0,11s ao até então recorde do mundo, que já lhe pertencia, como bateu por mais de 0,10s toda a concorrência. Simplesmente fantástico!

2009.08.16

UM BOM LIVRO



Numa época em que todos são “escritores” e em que tudo se edita, sabe bem ler literatura a sério. Refiro-me a Ivo Andric, um autor nascido no século passado na Bósnia, então parte do Império Austro-Húngaro, e que, não obstante ter sido prémio Nobel em tempos, era-me completamente desconhecido até há pouco tempo. São três, creio, as obras editadas pela Cavalo de Ferro (que, segundo sei, está com problemas financeiros ou afins, o que torna difícil a sua difusão), “O Pátio Maldito”, “A Ponte sobre o Rio Drina” e “A Crónica de Travnik”. Depois de ter procurado sem sucesso na FNAC, na Bertrand e em mais não sei quantas livrarias, lá encontrei, numa livraria simpática que descobri algures na Rua das Amoreiras, o último dos três, “A Crónica de Travnik”, um belíssimo livro, escrito em 1945, “um romance épico sobre o império Otomano na véspera das invasões napoleónicas” (pode ler-se na contra-capa). E quem quiser saber mais sobre o livro, que o leia.

2009.08.12

quarta-feira, 6 de Maio de 2009

FACEQUÊ?

Sei que não sou o gajo mais moderno do mundo, mas também não sou propriamente da idade da pedra lascada. Sei funcionar com um I-Pod, falar no Messenger e tenho até um blogue. Mais, fui há uns tempos adicionado no Facebook e consigo até manter uma conversa on-line por esta via.

Isto vem a propósito deste novo fenómeno computo-relacional (não confundir com relações com senhoras de cama incerta), as chamadas redes sociais. Facebooks, twitters, linkedins, e afins, são nowadays (fica sempre bem meter uma palavrinha em inglês para demonstrar mundanidade), o sucedâneo do que no meu tempo (lá está…) eram os ‘pen-pals’. Gente com quem falamos de vez em quando sem grandes obrigações, que nos fazem sentir muito apreciados porque toda a gente nos quer adicionar. Eu digo, desde já, que nunca adicionei ninguém. Sou assumidamente um mal-educado porque não respondo a nenhum pedido, quiz ou sei lá mais o quê daquelas coisas com que diariamente sou abordado (provavelmente, com que era…a partir de agora). Sob pena de vir um dia mais tarde a engolir estas palavras, acho que o Facebook, em particular, é uma espécie de feira de vaidades com que as pessoas se entretêm, demonstrando uns aos outros quem tem mais amigos e sobretudo quem tem mais amigos estrangeiros (há lá coisa mais chique do que ter uma amiga italiana ou vietnamita?). Mas do que eu gosto mais é do pretexto que aquilo serve para ver e estar com pessoas com quem não falamos há anos. A mim parece-me (corrijam-me se estiver enganado) que se não os vemos há anos, por alguma razão será… E “os temos de marcar um almoço” e os “também conheces o não sei quem???”, mais os “ai o mundo é mesmo pequeno!” que eu já tive de ler…

Enfim, vou mas é comer que tenho fome.


2009.05.06

segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

LIEDSON, O MAGNÍFICO


Faltam adjectivos para o qualificar. De todos os jogadores de futebol que ao longo dos anos tenho visto jogar em Alvalade, Liedson é, sem grandes dúvidas, um dos melhores e mais completos avançados que por lá têm passado. E por lá, já vi jogar, nomes tão grandes como o Jordão, o Manuel Fernandes, o Acosta ou o Jardel, só para citar aqueles que jogam na mesma posição. Mas como o Liedson, vi poucos. A raça, a regularidade, a inteligência e a facilidade com que marca golos, fazem dele um jogador temível para qualquer adversário, como provam os mais de 130 golos marcados desde que chegou a Portugal, em 2003/04.

Mas, acima de tudo, o que faz dele um ídolo para nós, sportinguistas, é a sua propensão inata para marcar ao SLB. Em 12 jogos contra os lampiões, foram já 10 as batatas com que brindou os vermelhuscos. E isso, meus amigos, é a suprema qualidade que todo o ponta-de-lança ao serviço do Sporting deve ostentar, porque não há alegria igual, em matéria futebolística, do que ganhar ao cêlêbê.

2009.02.23

sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

PRÉMIO “DERAM CABO DISTO TUDO”

Hoje, sou a única na freguesia a tecer, ninguém mais quer isto porque é muito mal pago. Eu vejo isto tudo com muita tristeza. Vieram os chineses e deram cabo disto tudo.

Maria Manuela Resende, reformada, 67 anos, in http://www.jornalbeiravouga.com, 2008.06.02

2009.01.16

O BERLUSCONI AGRADECE QUE ELA NÃO SEJA ITALIANA, EU CÁ GOSTAVA QUE ELA FOSSE PORTUGUESA


Gosto da Carla Bruni. Além de inegavelmente bonita, tem também uma bela voz e canta bem. Gosto do ar sereno com que pega na guitarra e canta aquelas cançonetas delicodoces que não maçam ninguém. Gosto mais quando ela canta em francês, talvez porque já são tantas as gajas giras que cantam em inglês, e o francês, nela (e nas mulheres bonitas, em geral), tem algo de sensual.

2009.01.16

OS DIAS DA RÁDIO

Desde que passei a utilizar o meu carro para me deslocar de manhã para o emprego, voltei a ouvir rádio regularmente, o que não fazia desde os tempos de faculdade em que estudava ao som do ‘Som da Frente’ do António Sérgio.

Gosto, em especial, de ouvir a Radar, a rádio da moda daqueles que dizem não gostar de música da moda (como eu). Gosto igualmente de ouvir o Camilo Lourenço, esse pedagogo do “economês para o povo”, no ‘Money-Box’, que passa no Rádio Clube Português às 8h45, e era com gosto que ouvia o Pacheco Pereira perorar sobre os assuntos mais díspares, no ‘Virus’, tb no RCP, às 9h00 e que, aparentemente, foi suprimido do mapa.

2009.01.16

segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

SÓ NÃO TEM A MINHA ALTURA

Da autoria de um grande (salvo seja...) sportinguista, adepto da boa literatura e da comezaina, filho dos 'Olivais, Terra Mítica', e em tempos fascinante e misterioso como eu, eis um blogue que vale a pena ler, http://bolaseletras.blogs.sapo.pt/.
De uma boa amiga, outro que vale a pena visitar, http://pombamarela.blogspot.com/.

2008.12.28

quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

O QUE IMPORTA É O CUMBÍBIO!


quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

ONDE É QUE ISTO VAI PARAR?

Ontem, quando cheguei a casa, após mais um dia de trabalho árduo, abri a televisão e dediquei-me ao zapping. Em apenas 20 m, tempo que mediou entre o sofá e a cama, contei, entre telejornais e seriados americanos, 12 cadáveres, 1 casamento entre dois homens, 93 assaltos a bombas de gasolina, 2 mães lesbianas, 23 suspeitos de pornografia infantil, o Pinto da Costa e o Luis Filipe Vieira e 1 divórcio gay. Que raio de mundo, este!

2008.09.04

segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

SE EU FOSSE JORNALISTA...

... de 'A Bola', escreveria, a propósito do Cêlêbê-Fêcêpê, títulos como 'Rolando sobre um ninho de cucos', 'Almirante Reyes' (caso este tivesse jogado alguma coisa, o que não foi o caso), 'Candeias às avessas' (esta não é minha, tem direitos de autor), e 'Re(ye)squícios de classe' (novamente, na hipótese de este ter jogado bem, o que, como já se disse, não aconteceu). 'Futebol de Lucho' já há-de ter sido escrito, acho eu.

2008.09.01

terça-feira, 5 de Agosto de 2008

LISBOA, A MAGNÍFICA – II



Em podendo, ide ver. A exposição, patente no Páteo da Galé, num edifício do lado poente do Terreiro do Paço, até 1 de Novembro, assinala os 250 anos do Plano da Baixa (1758). Excelente. Diversificada, bem documentada, apenas é de lamentar a ausência de um catálogo (situação que, segundo informação recolhida in loco, será corrigida rapidamente) e de cartazes, reproduções, mapas, alusivos ao objecto da exposição. E já agora, a selecção musical podia ser mais consentânea com a época (que raio fazem ali o Grieg ou o Beethoven…?).

2008.08.05

segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

EU SEMPRE DISSE

Como gentleman que sou, nunca seria capaz de bater numa mulher, mesmo que esta seja benfiquista, facciosa como poucos, tenha cara de maço de tabaco (daqueles manhosos, todos amarfanhados, que não se vendem senão em locais recônditos e que são comprados unicamente por fumadores inveterados quando não há mais nada para fumar), destile ódio e desonestidade intelectual quando fala de bola, ostente uma cor de pele entre o verde-escarro e o cinzento-ratazana, tenha recebido uma condecoração no 10 de Junho pelo inenarrável Jorge Sampaio (ainda hoje o meu periquito e a porteira lá do prédio não lhe falam, e como eu os compreendo, coitados, foram os únicos lá do bairro que não levaram uma medalhita, pá!) e se chame Leonor Pinhão. Mas lá que não gosto do que a senhora escreve, maxime, na 'A Bola', não gosto, nunca gostei e nunca hei-de gostar.

Vem isto a propósito da surpreendente aparição da dita cuja numa série de televisão, francesa, que passou em Portugal em 1980 e poucos, e que a RTP Memória esteve a passar, ‘O conde de Monte-Cristo’, co-produzida pela televisão do Estado e filmado em Portugal, com actores portugueses (lindo, o Sérgio Godinho e o Vitorino a fazerem de bandidos italianos). Anafadita, mas com a mesma cor de azeitona estragada, reconhecia-a logo, tendo confirmado ainda na ficha técnica que se tratava da mesma criatura que, semanalmente, escrevinha, sem graça nenhuma, na bíblia dos vermelhuscos.

Não lhe conhecia quaisquer méritos, muito menos cinematográficos (não obstante ter escrito recentemente um argumento para o filme que o marido começou mas não acabou), mas a mulher aparece no papel de Eugenie Danglars, filha de um banqueiro pouco escrupuloso, e segundo a obra de Alexandre Dumas, depois de falhado um casamento de circunstância com um suposto príncipe italiano, que mais não é do que um burlão, acaba por fugir, vestida de homem, com a professora de música.

Ele há coisas do arco-da-velha...! Vocês já imaginaram a Leonor Pinhão a aprender piano e a falar francês como o gato maltês?!

2008.08.04

terça-feira, 22 de Julho de 2008

UM HOMEM BOM QUE ESCUSAVA DE TER MORRIDO

Conheci (a obra de) Bronislaw Geremek pela leitura do ‘Paixões Comuns’, um livro belíssimo que mais não é do que o relato de uma conversa, sobre a paixão pela História, partilhada por Geremek e George Duby, outro historiador de quem aprendi a gostar também quando estudei, na escola, a ‘École des Annales’. A História foi sempre a minha verdadeira paixão em matéria de estudos, não obstante a opção académica ter sido outra, tudo em nome do vil metal. Duby, Braudel, March Bloch, Ladurie, Febvre, li-os a todos, com muito gosto. Do autor polaco, das suas bibliografia e biografia, guardo, sobretudo, a ideia de um homem bom, que tinha uma paixão e um ideal, a História e a Liberdade, e que por elas viveu e lutou. Morreu a semana passada num acidente de automóvel e sobre ele escreveu o Pedro Picoito, que em matéria de História sabe muito mais do que eu. Aqui fica mais um belo texto do Pedro (desculpa lá o “roubo”, pá).

http://cachimbodemagritte.blogspot.com/2008/07/bronislaw-geremek-1932-2007.html

2008.07.21

terça-feira, 8 de Julho de 2008

E PEIXE, VENDEM?

Um destes dias decidi recuperar três relógios que tenho, que, por razões várias, não uso ou uso pouco. Depois de, no representante oficial da marca, me terem pedido € 1.250 por uma correia de um Rolex (pela correia, não pelo relógio), o que me pareceu ligeiramente descabido (mas só ligeiramente, que eu sou um gajo fino e gasto isso amiúde em correias de relógio, está bom de ver), achei que talvez uma relojoaria menos prestigiada fosse mais indicada para aquilo que queria. Aqui chegado, o funcionário que me atendeu, depois de se lançar avidamente (só faltou mergulhar lá dentro) ao saquinho em que trazia os ditos três relógios, o que não conseguiu, porque eu lhe tirei o dito cujo das mãos, informou-me, com um ar muito satisfeito, que o melhor era eu ir ao relojoeiro da loja ao lado. O que fez sem ter visto os relógios ou que eu lhe tivesse dito ao que ia. “Mas não tem correias para relógios?” ainda perguntei eu. Que sim, mas tinha poucas, e provavelmente eu não ia gostar de nenhuma. “E para substituir o botão que dá corda?”. Ah, isso, então, nem pensar. Desanimado, ainda tentei: “E não podem mandar para a fábrica, ou para o representante…?”. Nope, népias, niente, nein. “Mas ali na loja do lado, fazem isso e de certeza que lhe resolvem todas essas questões.”. Se o gajo tivesse sido carrancudo ou antipático, eu ainda entendia. Provavelmente, estava a fazer outra coisa qualquer e não queria ser interrompido. Mas não, não só foi extremamente simpático como bestialmente solícito, ainda veio comigo à rua, apontou-me para uma loja do outro lado da rua e obrigado e boa tarde. A cena fez-me lembrar um sketch dos Monthy Python, em que o Michael Palin finge cortar o cabelo ao Graham Chapmann, porque não obstante ser barbeiro, tinha horror a tesouras e a cortar cabelos. Este gajo era do mesmo género, não devia gostar de ser relojoeiro, se calhar queria era ser barbeiro.

2008.07.08

quarta-feira, 25 de Junho de 2008

ERA PRENDÊ-LOS A TODOS

A propósito das sucessivas greves e manifestações que assolam o país por causa do aumento dos combustíveis, dos pescadores aos camionistas, passando pelos agricultores e pelos buzineiros profissionais, gostaria de pedir, encarecidamente, ao Governo que mande esses pedinchas de merda dar uma volta. Com reivindicações que chegam a raiar a chantagem pura, alguns ditos representantes destes e de outros sectores, aproveitando o estado de necessidade em que mergulham o país com as suas paralisações, exigem a atribuição de mais e mais subsídios, incentivos, benefícios e sei lá mais o quê. Como o raio dos subsídios sai do meu bolso e do bolso de todos nós, e porque eu estou farto de ter de arcar com os custos que os riscos da actividade comportam sem nunca ter direito aos lucros da mesma, eu nem sequer os recebia e prendia imediatamente todos os que causassem desacatos (sim, sou reaccionário, reaccionaríssimo, mesmo). Farto desta gente que só sabe pedinchar e reclamar.

A este respeito, gostaria de recordar uma cena de um filme que vi, quando miúdo, que me marcou e que me põe, por vezes, a pensar porque raio este povo é assim. Refiro-me ao filme ‘As Vinhas da Ira’, de John Ford, baseado na obra homónima de John Steinbeck. Passado durante a crise em que os EUA mergulharam, após o crash bolsista de 1929, recordo, em particular, uma cena em que o protagonista principal (no filme, o Henry Fonda), miserável como poucos, e depois de lhe ser visto recusado mais um emprego que lhe permitisse sustentar a família inteira, decide, fazendo das tripas coração, gastar as últimas moedas que tinha para comprar uns rebuçados (uns “chupas”, para ser mais exacto) aos filhotes. Confesso que me vieram as lágrimas aos olhos. Bem sei que ainda era um miúdo quando vi o filme e não corria o risco de parecer menos homem por isso (em bom rigor, acho que não passava de um garotelho quando vi o filme, nem aquele buço manhoso, que todo o adolescente apresenta à guisa de passaporte para a maioridade, tinha ainda). Mas, caramba, o que aquilo me tocou. E a este respeito porquê? Porque aquele desgraçado que não tinha onde cair morto, não foi para Washington chorar em busca de uma esmola do Estado, muito menos apitar ou fazer chantagem. Foi à procura de trabalho, e não obstante a miséria que o assolava, teve ainda um último gesto de dignidade. Mesmo que não tenha tido mais nada depois disso.

2008.06.22

segunda-feira, 23 de Junho de 2008

GENEVE EST PORTUGUÉ

Sem exageros, eu diria que Genève tem mais portugueses que o Algarve. Como cantava um alegre grupo de foliões que por lá vi, ‘Geneve est portugué, c’est notre cité’ (assim com erros e tudo que é mais fiel ao espírito da coisa). E mais não me apetece dizer sobre o EURO 2008, essa competição menor (qual organização suíça, qual quê! Organizados somos nós! Nunca me esquecerei da vergonha que foi aquela entrada para o jogo com a Turquia!!!).

2008.06.22

segunda-feira, 2 de Junho de 2008

RIDÍCULO, NÃO?

Eu gosto muito de bola. Gosto do Sporting e da Selecção Nacional. Fui ver o Euro 2000, na Bélgica e na Holanda, vi no estádio, incluindo a final, vários jogos do Euro 2004, fui ao Mundial da Alemanha em 2006, e parto, no sábado, para a Suiça, para ver o Euro 2008. Posto isto, há que dizer que uma coisa é gostar de bola, outra é ter de ‘gramar’ a toda a hora com a Selecção Nacional de Futebol. E é no mínimo ridículo que, enquanto à mesma hora, a Selecção Nacional de Voleibol jogava a possibilidade de se apurar para os Jogos Olímpicos e a Selecção Nacional de Rugby, na modalidade de Sevens, jogava um importante torneio na Escócia, o canal público de televisão (acompanhado pelos canais privados) fazia directos sem fim à vista sobre a viagem dos jogadores da Selecção Nacional para a Suiça. Directos dos jogadores dentro da camioneta, directos dos jogadores fora da camioneta, directos dos jogadores a entrar no avião, directos dos jogadores no interior do avião, directos dos jogadores a sair do avião, comentários sobre os sapatos e as gravatas dos jogadores, comentários sobre as mordomias várias que os jogadores vão ter durante o torneio. Findo os directos e os “motivos de reportagem” junto da Selecção, toca de levar com os comentários do bom povo, na Suiça e em Portugal, sobre as expectativas da Selecção. Mais, até o insigne Prof. Marcelo, munido do agora indispensável cachecol da Selecção, debita a sua sapiência sobre futebol. Como ele sabe de tudo, também é suposto saber de bola. Ele, e por vistos quem o contrata, acredita nisso. Adiante.

A mim, que nada sei sobre este fenómeno da comunicação de massas, parece-me claramente excessivo. São ridículas as notícias sobre a presença do filho do Roberto Leal nos treinos da Selecção, são ridículas as novelas sobre a suposta namorada do C. Ronaldo e sobre os penteados do Miguel Veloso ou as birras do Quaresma, é ridícula a presença dos empresários a negociarem contratos em plena concentração da Selecção, não se entende, de modo nenhum, como tudo isto é noticiado até à exaustão. E é aflitivo ver o bom povo em histeria para ver passar os jogadores que do alto da sua soberba (porque nessa altura já não podem ser incomodados…) nem um sorriso esboçam para os desgraçados que ficam horas à espera deles.

Sem prejuízo de achar que o Scolari foi e é o melhor Seleccionador Nacional de sempre (os resultados por ele obtidos assim o evidenciam e não há propaganda tripeira que consiga escamotear tal facto), tenho algumas dúvidas que, desta feita, a Selecção consiga os mesmos resultados alcançados durante o Euro 2004 e no Mundial de 2006. Acho que anda ali demasiada arrogância e pouca humildade. Não sei, digo eu, oxalá me engane.

2008.06.02

quinta-feira, 29 de Maio de 2008

CONTROL

Quem, como eu, atravessou a adolescência algures pelos anos 80, não deixará de ver com gosto este filme. Realizado por Anton Corbijn, um realizador conhecido por ter filmado vários vídeos dos U2, baseia-se na (curta) vida e obra de Ian Curtis, o vocalista dos Joy Division, que se suicidou aos 23 anos. Deprimentes como poucos, os JD eram uma espécie de banda sagrada de que não se podia não gostar. Mas a verdade é que a música do JD era e continua a ser, 20 anos depois do suicídio de IC, excelente. E o filme não é pior, ainda que, em minha opinião, reflicta talvez demasiado a visão da mulher, autora do livro que serviu de guião ao filme, e se reconduza, por isso, excessivamente aos problemas conjugais de IC. Mas a interpretação é óptima, assim como a fotografia e a música, claro está, que o acompanha, como que num imenso video-clip.

2008.05.29

segunda-feira, 19 de Maio de 2008

INCHA, PORCO! A TAÇA É NOSSA.

Como nestas coisas, há, por vezes, como que uma justiça divina, o SCP ganhou e bem a Taça de Portugal de futebol, relativa à época 2007/2008. Ganhou bem, porque não obstante ter visto um golo limpo mal anulado, ganhou depois de marcar um golo a seguir a uma falta clara não assinalada cometida por um defesa do Sporting. Ganhou bem porque durante 120 minutos foi melhor que o FCP que do alto da sua soberba encarou o jogo como que ganho à partida. Como se tudo e todos lhe devessem vassalagem, como se a Taça fosse deles antes mesmo de começar o jogo.

Depois de dois anos em que foi "gamado" à grande nas meias-finais, em pleno estádio do adversário, quando estava a ganhar já no prolongamento (refiro-me às expulsões, a pedido, do Hugo Viana e do Caneira, na Luz em 2005 e no Dragão em 2006, respectivamente, que permitiram que os adversários do SCP jogassem com um a mais, facto que não é nada despiciendo depois de 90m de jogo, como ontem se viu), e depois de ganhar a Taça no ano passado, o SCP voltou a ganhar este ano, desta feita depois de ter jogado e ganho contra o SLB e o FCP. Ganhou não obstante ter muito mais minutos nas pernas do que os adversários e não obstante não ter tido a possibilidade de poupar jogadores em jogos anteriores, como o fez o FCP. Ganhou porque foi melhor, jogou mais e sem prejuízo das asneiradas do árbitro (que há dois anos era óptimo para os adeptos do FCP…), conseguiu marcar dois golos que lhe permitiram fazer a festa no final. A festa, claro, que os jogadores e dirigentes do FCP não viram, porque se foram embora antes de o João Moutinho erguer a Taça. Fair-play? Sabem lá eles o que é isso.

2008.05.19

quarta-feira, 14 de Maio de 2008

NÃO FAZ SENTIDO NENHUM

I. A despedida do Rui Costa. Não que queira dedicar muito tempo a escrever sobre um ícone do SLB, mas é exactamente sobre esse estatuto que me vou pronunciar. Em poucas palavras, claro está, não por desrespeito pelo homem, mas porque é assunto que a mim não me interessa por aí além. Mas por uma questão de justiça, queria apenas dizer algumas palavras.

O Rui Costa foi (acho que acabou ontem a carreira) um óptimo jogador, e como pessoa, diz quem o conhece, excelente. No entanto, acho, sinceramente, que o endeusamento que lhe fazem os adeptos do SLB (vejam como estou a tentar manter o nível, ainda que não prometa que o consiga fazer até ao fim) é ridículo e diz muito do que é aquele clube, nos dias que correm. Tal como diz a pretensa superioridade moral que os vermelhuscos gostam de exibir a propósito de um hipotético confronto entre a relação que o Rui Costa tem com o SLB e a que o Figo (não) tem com o Sporting. Como se se pudessem comparar as duas realidades. Os dois são produtos das respectivas escolas de formação, ambos tiveram uma fantástica carreira internacional e foram grandes jogadores de selecção. Mas acabam aí as coincidências. O Figo não é nem nunca poderia ser ou representar para o SCP o que RC representa para o SLB. Em primeiro lugar, porque o Figo é apenas um dos óptimos jogadores, com dimensão internacional, que o SCP formou e que anda lá fora a lutar pela vida, como o fez, no seu tempo, RC. Mas com o nível de Figo, isto é, de melhor jogador do mundo, formámos, recentemente, pelo menos mais um, o Cristiano Ronaldo. E de selecção, como Rui Costa, formámos imensos. Só para falar nos mais recentes, Simão, Hugo Viana, Quaresma, Nani, João Moutinho, Miguel Veloso. É evidente que não é fácil fazer destes, ídolos do SCP, quando o clube tem de os vender para equilibrar as contas. Mas isso é o preço a pagar por termos, inquestionavelmente, a melhor escola de futebol do país e uma das melhores, senão mesmo a melhor do mundo (qual Ajax, qual caraças! Quem é que eles formaram nos últimos anos que se comparem ao Figo e ao CR?). No entanto, é natural que o SLB, que não tem nenhum jogador de selecção formado na luz (tirando, eventualmente, o Manuel Fernandes que sendo bom jogador, não será, propriamente, o novo Rui Costa…) há muito tempo, se agarre histericamente ao “maestro”.

Por outro lado, ídolos, na minha opinião, são aqueles que ficam, não os que partem, com juras de amor eterno. No nosso caso, ídolos foram o Jordão, o Manuel Fernandes, o Oceano, o Pedro Barbosa, o Beto, o Sá Pinto, o Rui Jorge, o João Moutinho, o Liedson e tantos outros, alguns oriundos das escolas, outros não, que por lá fizeram quase toda a sua carreira.

II. O Apito final. Faz algum sentido que a sanção a aplicar aos clubes e dirigentes prevaricadores produza efeitos em época diferente daquela a que os factos dados como provados dizem respeito? Ou que um árbitro seja declarado culpado de corrupção e que o clube que o corrompeu seja declarado culpado de …tentativa de corrupção? É por estas e por outras que o Pinto da Costa continua a dizer graçolas parvas. Se a decisão tivesse sido proferida mais cedo, já não tínhamos de o ouvir.

III. Para os tripeiros que não engolem o Ricardo, deve custar ver consagrado como melhor golo de sempre em fases finais do Campeonato da Europa, a chapelada que o Poborsky fez ao Baía, que tinha decidido ir apanhar sol para o meio da área.

2008.05.12

quarta-feira, 30 de Abril de 2008

O PACHECO PEREIRA DOS OLIVAIS

O Pedro Picoito é o Pacheco Pereira dos Olivais. Embora não esteja em sintonia com muito do que diz (essa tua lampionice beata, pá…), é inegável que vale bem a pena ler o que ele escreve. Um exemplo, entre muitos outros:

http://cachimbodemagritte.blogspot.com/2008/04/ronda-da-noite.html

2008.04.30

25 DE ABRIL SEMPRE, FALSISMO NUNCA MAIS!

Indubitavelmente. Ou não fosse a democracia “o pior dos regimes políticos... exceptuando todos os outros”, como a definiu, um dia, Winston Churchill.

2008.04.25

sexta-feira, 18 de Abril de 2008

ERA O QUE MAIS FALTAVA

De vários quadrantes, chegam-me sugestões para melhor navegar neste mar da blogosfera (quem é poeta, quem é?). Escusado será dizer que não vou acolher nenhuma. Assim, não entrarei em diálogo e/ou polémica com nenhum blogue em particular, não farei sequer qualquer alusão ou referência a blogues de pessoas que não conheço nem quero conhecer, não deixarei de fazer posts longos e maçadores sobre assuntos que só a mim me interessam, e continuarei a dizer disparates indefinidamente. Fica o aviso.

2008.04.18

quinta-feira, 17 de Abril de 2008

O DIA SEGUINTE - II

SPORTIIIIIIIIIIIING!!!! SPORTIIIIIIIIIIIING!!! GANHÁMOS, PÁ, GANDA VITÓRIA!!! Lampiões da merda!!! Todos papados!!! 5 (CINCO) BATATAS!!! EmbrOlhem!!! Ganda djaló, ganda liedshow!!!

(isto do fair play não é fácil, tinha que desabafar).

2008.04.17

O DIA SEGUINTE - I

O dia seguinte é doloroso. Aliás, o martírio começa logo que o árbitro apita e nós desligamos a televisão imediatamente, conscientes de que as imagens que se seguirão são de júbilo inimigo e de dor incomensurável para as nossas cores. A melhor solução é ver um DVD, não há perigo de imagens inconvenientes e de lugares comuns imbecis saltarem inopinadamente da televisão e ofenderem os nossos sentidos. Foi o que fiz no dia em que os lampiões ganharam o último campeonato. Na iminência de tão horrível evento, aluguei dois filmes, fechei as janelas todas de casa e predispus-me a ignorar todas e quaisquer manifestações de alarvidade que inevitavelmente se seguiriam e que, infelizmente, se registaram. E é o que tenho feito, de um modo quase anestesiado, desde que o fêcêpê desatou a roubar campeonatos a quem de direito. Mas o dia seguinte é ainda mais penoso. Gente com cachecóis, faça chuva ou faça sol, bancas de jornais repletos de mentiras, telejornais dedicados quase por inteiro a um festival de boçalidade. Depois é deixar que os dias passem, como quem não quer a coisa, fingir que não gostamos de bola e que não nos deixamos afectar, espreitarmos o resultado, a medo, de um jogo que não vemos, porque “eles é que ganham e a malta é que se chateia”. Pois.

2008.04.17

FOI BONITA, A FESTA, PÁ!






2008.04.17

quarta-feira, 16 de Abril de 2008

ALAHAM, ALBAHA AHALATAH, ALNOJAM

Em farsi sunita, sotaque da bessarábia, quer dizer “o Bairro Alto mete nojo”. Graffittis por todo o lado, cheiro a mijo, ruas sujas, transformaram aquele bairro histórico de Lisboa num sítio feio e degradado, não obstante ser (até quando…?) um local procurado e visitado por tanta gente. É por isso que não desdenho uma solução radical para combater esta praga que, sob o pretexto da liberdade artística, suja e enxameia as paredes deste e de outros sítios de Lisboa. Assim, à primeira borrifadela prevaricadora, decepava-se a mão do seu autor; à segunda, a outra mão; à terceira, a cabeça. Estou convencido que depois dessa, os so-called artistas não voltavam a incomodar os demais com as suas manifestações artísticas. Não sei, digo eu, é a minha opinião, pode haver outras. Outra solução, mais civilizada, seria obrigar os proprietários, arrendatários e/ou usufrutuários (e demais sujeitos das múltiplas relações/institutos jurídicos que podem ser estudados nessa fascinante disciplina do direito que dá pelo nome de direitos reais), dos prédios a manterem limpas as suas fachadas, sob pena de serem alvos de eventuais processos de contra-ordenação. Tenho a certeza que, zelosos da sua propriedade (and so on…), os interessados seriam os primeiros a contribuir para a erradicação desse flagelo que ataca Lisboa.

2008.04.16

JÁ NINGUÉM ESCREVE ASSIM

Júlio Verne, Emílio Salgari, Alexandre Dumas, Conan Doyle, Charles Dickens. Eu li-os na minha infância e os meus filhos também hão-de ler. Heróis audazes, justos e com carácter. Nada dessas modernices, cheias de ambiguidades, heróis com pés de barro, homens como os outros, com defeitos e virtudes. Para quê lançar a confusão? Quando se é jovem, o que importa é ter referências sólidas, modelos de virtude, a quem imitar.

2008.04.15

quinta-feira, 10 de Abril de 2008

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

‘bora lá ganhar aos protestantes, malta!!! Façam como o Cadete, who used to put the ball in the net!

2008.04.10

terça-feira, 8 de Abril de 2008

EU É QUE TENHO OS LIVROS - II










Já só me falta ler o último. Mais uma vez, a boa e velha escola inglesa, no seu melhor.

2008.04.08

EU É QUE TENHO OS LIVROS

Instado pelos meus milhares de leitores a abrir o blogue à participação alheia, sob a forma de comentários, recordo que o fito deste instrumento é despejar, de forma autocrática, a minha douta sapiência, e não entrar em diálogo com mentes menos iluminadas. Deste modo, informo que após uma primeira fase, aberta ao público, rapidamente abandonada, o deramcabodistotudo.blogspot.com irá manter-se, qual Coreia do Norte, fechado e imune à perniciosa influência de outrem que não eu próprio.

2008.04.08

O ROTTER’S CLUB

Deu-mo uma amiga, que achou que o livro de Jonathan Coe seria do meu agrado. E acertou. O livro é divertido, bonito e triste ao mesmo tempo. Os protagonistas são putos de uma escola privada de Birmingham, Inglaterra, e a história anda à volta das suas vidas (e da dos seus pais), durante o período da adolescência. Como pano de fundo, a Inglaterra dos anos 70, as greves, o advento do Governo de Thatcher, o IRA. Ainda que pertencendo a uma geração anterior à minha, revi-me naquela malta, nas conversas, no grupo de amigos, gente normal, provenientes de diferentes origens, que fala de música progressiva, do Punk, de miúdas, etc.. Fez-me lembrar imenso os meus tempos de escola, as merdas que um gajo inventava para passar o tempo, os projectos de bandas, os copos, as namoradas, o costume. Porreiro, pá.

2008.04.06

ASSIM ESTÁ BEM

Um amigo que é bancário (quasi banqueiro) e tem jeito para a fotografia.
http://photo.net/photos/MarioJanuario

Outro que é jornalista e tem bom gosto, não obstante ser lampião.
http://edeuscriouamulher.blogs.sapo.pt/

2008.04.06

SE EU QUISESSE TB ERA UM GANDA MÚSICO, EU É QUE NÃO QUERO

Mozart, Nick Cave, Maria Teresa de Noronha, The Strokes, Sérgio Godinho, Sétima Legião, Coldplay, José Afonso, Edvard Grieg, Vicente da Câmara, Billy Bragg, John Coltrane, The Editors, U2, Violent Femmes, Franz Ferdinand, Carlos Paredes, The Killers, Keith Jarrett, Schubert, Haendel, The Pogues, Spain, The Cult, Keane, Beautiful South, Carter Burwell, They Might Be Giants, Jordi Savall, David Byrne, Prokofiev, Muse, Stan Getz, Johann Sebastian Bach, Luna, Jacques Brel, Chico Buarque, Warren Ellis, Bernardo Sassetti, R.E.M., Rodrigo Leão, Terence Blanchard, Cowboy Junkies, Badly Drawn Boy, Stone Roses, Miles Davis, Sade Adu, Bjork, The Beatles, New Order, Oscar Peterson, Pearl Jam, The Smiths, Chet Baker, Nina Simone, Dimitri Shostakovitch, The Jesus and Mary Chain, Caetano Veloso, The Clash, Elgar, Ludwig van Beethoven, Echo & the Bunnymen, The Go-Betweens, Arcade Fire, Jonathan Richman, Bauhaus, Housemartins, João Braga, The Pixies, Loyd Cole and the Commotions, Massive Attack, Marin Marais, The Connells, Interpol.

2008.04.06

LISBOA, A MAGNÍFICA

Já estou farto do Inverno e apetece-me ir comer sardinhas em Alfama, ouvir o fado e beber vinho manhoso.

2008.04.05

domingo, 6 de Abril de 2008

SÃO UNS GANDAS MALUCOS

Durante o Mundial da Alemanha, em 2006, era vê-los, aos ingleses, claro está, a berrar a plenos pulmões, perante a infinita paciência dos polícias alemães, ‘There are no german bombers in the air, There are no german bombers in the air, ‘cause an english pilot shot them down’. Não jogam nada à bola, mas vão fazer falta na Suiça e na Áustria.

2008.04.05

TENHO PENA DE NÃO TER NASCIDO INGLÊS - II

Durante o Euro 2004, fui ver o Inglaterra - França. De um lado, ‘God Save The Queen’, ‘Rule Britannia’, ‘ Football is coming home’, e mais 90 minutos a cantar e a arrotar cerveja, do outro, ‘Booooooo les anglais’ (juro), naquele jeito ridículo e amaricado típico dos franceses. Palavras para quê?

2008.04.05

TENHO PENA DE NÃO TER NASCIDO INGLÊS - I

O Churchill era o maior. O God Save the Queen é o melhor hino do mundo. E o Parlamento inglês é que é o verdadeiro berço da democracia ocidental, qual Grécia, qual quê. Gajos de lençóis e sandálias, ‘tá bem, ‘tá.

2008.04.05

sexta-feira, 4 de Abril de 2008

O PRAVDA DO FCP


O jornal Público é, desde a sua fundação, um bom jornal. Rigoroso, documentado, equilibrado. Dossiers bem preparados, bastante informação disponível, opiniões diversas. No entanto, de há algum tempo para cá, o jornal passou, de forma ostensiva, a tomar partido, também a nível político, o que não sendo necessariamente mau, pode não ser bom. Seria mais honesto se essa opção fosse assumida frontalmente, porque fazê-lo de forma dissimulada e com recurso a técnicas “à la Independente”, que em nada o prestigiam, mina-lhe a credibilidade. E quando o jornal se torna sede de vinganças pessoais e ressabiamentos, pior ainda.

E digo também a nível político, porque, no que diz respeito à secção de desporto, aí sim, a opção é inequívoca. O Público é o órgão oficial do Futebol Clube do Porto. Qual Pravda, o diário da SONAE não esconde as suas preferências, clubistas neste caso, e a reverência, diria mesmo temor reverencial, ao presidente do FCP. Desde sempre foi assim. Análises parcialíssimas aos jogos, comentários (porque raio tinha, semanalmente, uma coluna de opinião sobre futebol, o vocalista de um grupo de música rock, apenas e só porque era adepto do FCP???), citações e chamadas de capa, tudo serve para enaltecer os méritos do clube e da gestão do grande timoneiro, em detrimento, claro está, dos grandes de Lisboa. Mesmo que para isso, se digam meias verdades e se escamoteiem números e factos, num exercício contínuo de branqueamento sem precedentes, a que nem A Bola, reconhecido palco de benfiquistas, se atreve. No Público faz-se pior. A coberto de uma suposta neutralidade e objectividade, noticia-se o que interessa e ataca-se quem põe em causa o clube e a sua gestão, tal como aconteceu, recentemente, com a investigação, conduzida por magistrados judiciais, ao mundo do futebol. A entrevista a Pinto da Costa no dia a seguir ao despacho de pronúncia, a descredibilzação das investigações no dia a seguir ao processo movido ao FCP e ao seu presidente pela Liga Profissional de Futebol Português, ilustram bem a predilecção da secção de desporto do jornal. É caso para dizer, mais valia saírem do armário.

2008.04.04

segunda-feira, 3 de Março de 2008

INDEPENDÊNCIA, SEMPRE; NEUTRALIDADE, NUNCA


Era o lema do ‘Daily Star’, um jornal americano, já desaparecido, creio, e não podia estar mais de acordo. Se me chateiam as opiniões parciais, fundamentalistas e seguidistas, ainda me chateia mais a ausência de opinião, o “eles é que sabem”, a cultura da desresponsabilização, tão típica, infelizmente, dos portugueses. Sempre com medo de se comprometerem, sempre sossegadinhos no seu cantinho, “pobrezinho mas honrado”, sempre prontas a fugir às responsabilidades. A culpa é sempre dos outros, nunca deles. As pessoas que dizem mal dos políticos, os agricultores que choram se chove de mais ou se chove de menos, os treinadores das equipas pequenas, há toda uma qualidade de gente, para quem, alguém que não eles tem de resolver os problemas. São sempre os outros que têm de fazer qualquer coisa, porque eles não, eles não podem fazer nada. Limitam-se a queixar-se, a ficar à espera, a reclamar de tudo e de todos, de preferência a coberto do anonimato ou no meio da multidão. Insultam, denigrem, mas nunca fizeram nada pelos outros, nunca abdicaram do seu conforto para ajudar seja quem for. Não há pachorra.

2008.03.02

A QUEDA DE UM MITO

Estava eu, entusiasmado, a falar das linhas atrasadas da selecção inglesa de rugby de 1990, Rob Andrew, Rory e Tony Undewood, Guscot, Curling e Hodgkinson, quando o meu interlocutor, ex-internacional e ex-capitão da selecção nacional de rugby, resolveu opinar que desses todos, só o Guscot é que prestava. Não sei se lhe hei-de dar muito crédito, mas lá que caiu um mito, caiu.

2008.02.06

EU GRAMO DE PORTUGAL

Farinheira, chouriço, morcela, presunto, salpicão, linguiça, maranho, paio do lombo, alheira, painho, bucho. Ganda país, o nosso!

2008.02.05

HÁ COISAS QUE NÃO SE ENTENDEM

Como por exemplo o facto de não se poder ver o Torneio das 6 Nações em nenhuma televisão nacional.

2008.02.04